Ghost

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Mentira. Levar voadora da vida não te deixa mais forte, não. Te deixa frágil, angustiado, fraco.

Tapa na cara do destino dói e não te deixa melhor. Nem hoje, nem amanhã, nem é o tipo de coisa que você olha pra trás e ri depois.

Mas você aprende a dar voadora também. E a revidar o tapa na cara. E se sentir como uma Tartaruga Ninja esperando pra usar, figurativamente, o cajado Bo na face da injustiça.

A reciprocidade é tão simultânea que, às vezes, quase não se sente a dor. Ação e reação não se anulam, mas se compensam. 

Me senti meio que na obrigação de dizer alguma coisa a respeito do caríssimo vocalista que, como frontman de uma banda sensacional, me introduziu no bom e velho caminho do rock: Axl Rose.

Babaca. Foi a primeira coisa que pensei ao ler sua carta dizendo que não só não iria à premiação do Hall da Fama, mas recusaria a indicação e tudo o mais. Praticamente se anulando do prêmio, da banda, do mérito.

Como fã, a gente até acredita numa reunião, numa volta, mesmo sabendo que as coisas são remotas e que tudo é instável. Eu esperava, pelo menos, que comparecessem à premiação, dissessem um obrigado e, sei lá, tudo bem. No mínimo por respeito a toda essa gente que votou, que é fã, e ao prêmio em si que não é pra qualquer um receber.

Parabéns, Mr. Rose.

Até compreendo o fato de ele não querer essa volta, não querer uma reunião, ou nem comparecer na premiação. Direito - orgulho - dele.

Mas, vocês sabem, isso não era o suficiente. Não só enterrou toda e qualquer mínima esperança e expectativa que as pessoas tinham, como desdenhou toda a conquista.

O que podia-se esperar, né? Axl Rose. Só confirmou que quem dá a última palavra é ele e ponto final. Pelo menos ele não vai subir no palco com aquele monte de proletariado contratado pra receber o prêmio que não é deles.

Quando um não quer, cinco não tocam.

Babaca. Foi a última coisa que pensei depois de ler a carta.

Pupila dos olhos.

E se foram, por lados opostos, como quem vai se encontrar de novo. Como quem vai andar em círculos e ter a surpresa de encontrar aqueles olhos mais uma vez. E se foram…

O que não sabiam era que esse círculo tinha um diâmetro bem longo. A volta, o contorno, demoraria. A volta, deles, também.

Soa meio triste, meio cansativo, meio melancólico. Mas, na verdade, eles estão por aí. Só estão usando fórmulas pra calcular a circunferência do círculo, dos olhares. Pra se acharem e desacharem todas as vezes, pra voltarem… depois de terem ido.

A alegria na tristeza, a tristeza na alegria, a alegria triste.

Sem a menor dúvida, o meu maior problema está na nostalgia. A grande, pequena, mísera, insignificante, intensa nostalgia. Em relação a quase tudo.

Parece tão estúpido… Momentos tão bons e memoráveis são vistos com um traço de angústia, um ponto de dor. E isso não os minimiza, muito pelo contrário. Tudo isso vem pra me mostrar e enfatizar, mais uma vez, o quanto foi incrível. Não há uma forma mais suave e menos melancólica de encarar tudo isso?

Deixei partes e pedaços do meu eu em cada instante de cada acontecimento. Talvez toda essa nostalgia seja apenas a minha alma procurando encontrá-los de novo. E de novo. E pra sempre.

Anseios. Por cada segundo ter passado e me deixado ir. Ou, talvez, eu passei e deixei os segundos irem também…

Não é que eu não pertença a nenhum lugar nunca. De certa forma, eu pertenço a todos os lugares, em todo tempo, de todos os jeitos. Porque grandes pedaços do meu pequeno eu estão por aí. Cada vez mais e mais por aí…

Coisas ditas sem dizer.

Eu procurei características suas em outras pessoas com a intenção de me tornar menos nostálgica, de sentir menos a sua falta. Ou até, pelo menos, amenizar um pouco as saudades.

Foi uma besteira. Ao invés de diminui a nostalgia, eu a intensifiquei. Senti ainda mais falta, senti ainda mais saudade…

Uma vez, disseram que pior do que essas pessoas que falam “te amo” pra qualquer um, de qualquer jeito, é ter um “eu amo você” entalado na garganta e não poder dizer. Não conseguir dizer. 

Senti isso por tanto tempo. E ainda sinto, na verdade. E não digo não por falta de coragem. Talvez no começo sim, mas não agora. Agora eu não digo porque acho que ele não precisa mais ouvir.

Perdão por ainda te privar de saber disso.

O que eu posso dizer? É Pulp Fiction!

O que eu posso dizer? É Pulp Fiction!

Eu acredito que há algo dentro de cada um de nós que sempre fica. Que sempre permanecerá tanto quanto o amor nunca acaba. - Starlight; por Slash e Myles Kennedy



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Sempre existe alguma coisa que merece ser vista com olhos nostálgicos, olhos de saudade. Coisa essa que não muda, que persiste. E insiste tão fortemente que você não consegue abandoná-la, tem de sempre olhar pra trás. Com aqueles mesmos olhos.
De quem sente falta. De quem não quer fazer com que isso acabe.
A essência. A essência é essa coisa. É a pequena, mas mais importante parte de cada momento. Eu até diria que não existe momento sem que ela existisse. Além de ser forte, marcante, ela é o que sempre fica. E fica porque todos nós merecemos algo pra se recordar sem ter que olhar pra fotos. Todos merecemos um pouco de mente em meio à memórias.
Aquela mesma essencial essência. Que me implora para olhar pra trás e intensificar os sentimentos. Aquela mesma que estará com cada um que viveu o momento e que dura tanto quanto uma eterna história de amor.

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Foto por: Arthur Manson. Conheça seu portfólio aqui: http://www.facebook.com/pages/Arthur-Manson-Fotografia/260572450639632

Eu acredito que há algo dentro de cada um de nós que sempre fica. Que sempre permanecerá tanto quanto o amor nunca acaba. - Starlight; por Slash e Myles Kennedy
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Sempre existe alguma coisa que merece ser vista com olhos nostálgicos, olhos de saudade. Coisa essa que não muda, que persiste. E insiste tão fortemente que você não consegue abandoná-la, tem de sempre olhar pra trás. Com aqueles mesmos olhos.
De quem sente falta. De quem não quer fazer com que isso acabe.
A essência. A essência é essa coisa. É a pequena, mas mais importante parte de cada momento. Eu até diria que não existe momento sem que ela existisse. Além de ser forte, marcante, ela é o que sempre fica. E fica porque todos nós merecemos algo pra se recordar sem ter que olhar pra fotos. Todos merecemos um pouco de mente em meio à memórias.
Aquela mesma essencial essência. Que me implora para olhar pra trás e intensificar os sentimentos. Aquela mesma que estará com cada um que viveu o momento e que dura tanto quanto uma eterna história de amor.
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<3

Aos 4 anos, a mãe sabe tudo! Aos 8, a mãe sabe muito! Aos 12, a mãe não sabe tanto. Aos 14, a mãe não sabe nada. Aos 16, a mãe não existe e aos 18, está fora de moda. Aos 25, se calhar ela percebe isto. Aos 35, antes de decidir, pergunto à mãe. Aos 45, pergunto-me: o que a mãe pensará disto? Aos 75, quem me dera poder perguntar à minha mãe sobre isto. Se tens a melhor mãe do mundo, reblogue.

(Source: bizarrewd)

Song in soul.

Música deve ser a coisa que mais se aproxima do que é a alma. Amor à primeira vista é raridade, mas amor à primeira “ouvida” acontece com tanta frequência (pelo menos comigo), que eu acho que me apaixono por melodias e acordes. Apesar da língua em que a letra foi escrita, todos dizem a mesma coisa. Isso traduz sentimentos, sejam eles quais for. E se essa coisa não for um pedaço divino do céu, eu não sei o que é…

Ouvi dizer que o amor é egoísta. E que o que se sente de verdade, é a sensação do egoísmo.

Eu discordei com toda a convicção já que faço o estilo do indivíduo romântico-moderno, mas isso me fez pensar.

Às vezes as pessoas não amam. Nessas mesmas vezes, elas apenas gostam do que se tornam perto da pessoa supostamente amada. É quase como não gostar de café, mas tomá-lo mesmo assim porque se sente mais disposto depois disso, entendem?

É só a questão de precisar de alguém pra se sentir mais, pra se sentir melhor. É um egoísmo amoroso.

E, tentando entender isso, eu percebi que sou completamente o contrário. Não gosto do que eu me “torno” ao lado de quem digo amar. Até me sinto inteiramente boba e desajeitada. É certo, eu adoro a sensação do conforto transmitido, aquela coisa de se sentir “em casa”, mas não é esse o ponto.

Os momentos são tão repletos de sentimento que eu esqueço de ME sentir, sabe? A gente só se dá conta do quão à vontade ficou, depois que passa. Mas ali, na hora, toda a minha atenção está voltada a sorrisos e olhares.

E me sinto em paz… E amor.

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