Me senti meio que na obrigação de dizer alguma coisa a respeito do caríssimo vocalista que, como frontman de uma banda sensacional, me introduziu no bom e velho caminho do rock: Axl Rose.
Babaca. Foi a primeira coisa que pensei ao ler sua carta dizendo que não só não iria à premiação do Hall da Fama, mas recusaria a indicação e tudo o mais. Praticamente se anulando do prêmio, da banda, do mérito.
Como fã, a gente até acredita numa reunião, numa volta, mesmo sabendo que as coisas são remotas e que tudo é instável. Eu esperava, pelo menos, que comparecessem à premiação, dissessem um obrigado e, sei lá, tudo bem. No mínimo por respeito a toda essa gente que votou, que é fã, e ao prêmio em si que não é pra qualquer um receber.
Parabéns, Mr. Rose.
Até compreendo o fato de ele não querer essa volta, não querer uma reunião, ou nem comparecer na premiação. Direito - orgulho - dele.
Mas, vocês sabem, isso não era o suficiente. Não só enterrou toda e qualquer mínima esperança e expectativa que as pessoas tinham, como desdenhou toda a conquista.
O que podia-se esperar, né? Axl Rose. Só confirmou que quem dá a última palavra é ele e ponto final. Pelo menos ele não vai subir no palco com aquele monte de proletariado contratado pra receber o prêmio que não é deles.
Quando um não quer, cinco não tocam.
Babaca. Foi a última coisa que pensei depois de ler a carta.